revista Ensaio Geral, traz artigo sobre a gastronomia libanesa em Belém.
•Abril 16, 2011 • Deixe um ComentárioOs números de 2010
•Janeiro 3, 2011 • Deixe um ComentárioOs duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.
Números apetitosos
Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 12,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 29 747s cheios.
Em 2010, escreveu 10 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 42 artigos. Fez upload de 23 imagens, ocupando um total de 38mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por mês.
The busiest day of the year was 9 de Março with 488 views. The most popular post that day was Diário de campo fotográfico: Os Abou El Hosn.
De onde vieram?
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram search.conduit.com, mail.live.com, google.com.br, pt.wordpress.com e redeteatrodafloresta.ning.com
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por anos 60, brasileiramente arabe, brasileiramente arabes e nabih abou el hosn
Atracções em 2010
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
Diário de campo fotográfico: Os Abou El Hosn Outubro, 2009
Naturalmente, Libanês! Outubro, 2009
o adorno Árabe, um capital feminino Outubro, 2009
Álbum de família: Os Abdul Khalek por Natália Setembro, 2009
1 comentário
Àlbum de Família: Os Pardauil e os Bitar …por Oriana Outubro, 2009
1 comentário
A performance dos descendentes de libaneses no comercio em Belém do Pará
•Outubro 21, 2010 • Deixe um Comentário
Bolsista CNPq – PIBIQ: Carlos Edurado Moreria Vera Cruz
Pesquisa vinculada ao projeto Brasileiramente Árabes. Um Estudo das Práticas Performáticas dos Descendentes de Libaneses na Cidade de Belém.
Orientadora: Karine Jansen
A pesquisa busca investigar a performance dos descendentes de libaneses que atuam no comércio de Belém. Considerando performance como uma “atividade feita por um indivíduo ou grupo na presença e para outro indivíduo ou grupo” (SCHECHNER, R. 1988:30). Tendo em vista a relação com o cliente, que é proporcionada pela atividade comercial, além de outros fatores como: organização visual do estabelecimento e o resgate da memória pela oralidade.
um dos objetivos da pesquisa é mapear lojas que pertencem a descendentes de libaneses no comércio em Belém; descrever suas principais características e identificar técnicas de venda e compra dos comerciantes através da observação e de entrevistas, relacionando esses aspectos com os estudos da performance. iteressa compreender de que maneira as culturas árabes -por meio dos libaneses estabelecem diálogos e conexões com a cultura da cidade de Belem. Observamos em campo que a atividae comercial é um vinculo emocional importante para as familias dos descendentes de libaneses, bem como para a comunidade em si. além de ser indiscutivelmente á pratica performatica que estabeleceu a troca e interação da cultura libanesa e a amazonica.
Carlos Vera Cruz é ator e graduando do 2º ano de Licenciatura Plena em Teatro da UFPa.
II Seminário de Pesquisa da Escola de teatro e dança da UFPA
•Outubro 14, 2010 • Deixe um ComentárioO seminário coordenado pela Profa. Dra. Olinda Charone acontecerá dos dias 18 á 22 de Outubro de 2010 na Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará. As inscrições para comunicação científicas devem ser realizadas com os seguintes professores: Prof. especialista Alberto Silva Neto – Comunicações de Professores da Etdufpa e EXternos Prof. Especialista Beto Benone -Comunicações de estudantes da Etdufpa ou Externo. O Seminário contará com a presença dos Professores doutores Narciso Telles UFU e Graça Veloso da UNB
as fotos do vovô George Amim Daibes
•Maio 6, 2010 • 1 Comentário“brasileiramente, brasileiros!”. por João Bosco
•Abril 18, 2010 • Deixe um ComentárioMinhas queridas Wlad Lima e Karine Jansen,
Oxalá (inch Allah) a temporada de “Brasileiramente, Árabes!” não se resuma apenas a esses dez dias, o que é muito pouco para um trabalho tão bom.Vi no segundo dia e me preparei pra ver outra vez (gosto dos prazeres dobrados), mas infelizmente não deu.
Não concordo com…., quando disse que não é emocionante. Talvez no início seja um pouco áspero, seco, como seria a vida de quem está chegando a um novo mundo completamente desconhecido, onde todos os laços (aqueles panos maravilhosos?) teriam que ser refeitos.Os atores estão ótimos. Digamos que o espetáculo começa em prosa e termina em poesia.
Os objetos comuns, utilitários, a partir de certo momento adquirem uma voltagem altamente poética. Baseado em cartas, só uma delas é realmente lida como carta, quase no final, numa cena onde o que é visto (a dança do ventre) e o que é ouvido competem em beleza e emoção. A última cena é uma jóia rara, talvez o resumo poético do que em nosso imaginário brasileiro possa ser o clima e a magia das “Mil e Uma Noites”.
Confesso que tive de enxugar uma furtiva lágrima e desfazer o nó na garganta antes de sair do teatro. Obrigado, minhas Scherezades! Antes com o Japão (“Sol e Chuva – Tayo to Ame” – só gosto mais porque já fui uma raposa branca em outras encarnações) e agora , vocês estão mostrando que somos todos “brasileiramente, brasileiros!”.
Tou certo? Mas chega de salamaleques. Uassalã! Escrito às 14:00 de 12.04.2010, olhando o Rio Guamá e comendo caruru (onde está Wally?).Beijo.
Caminhos diversos… Cá estamos, flutuando na fumaça luminosa dos narguilés, por Hudson Andrade
•Abril 13, 2010 • Deixe um Comentário
Wlad Lima e Karine Jansen são dessas tias velhas que costuram enormes e aconchegantes colchas de retalhos e nos dão de presente. Essa cara fragmentada e colorida é a marca dos seus trabalhos, seja em Macunaíma – O fim do que não tem fim, no qual eu atuei em 2000, na Escola de Teatro, passando por Amortemor, Paixão Barata e Madalenas, Laquê, Quando a Sorte te Solta um Cisne na Noite, entre tantos, até Brasileiramente, Árabes! que estreou no último dia 31 de março.
Vivi esse processo em que o texto do Mário de Andrade, nossas histórias, sensações físicas, jogos, um-bilhão-quinhentas-e-oitenta-e-quatro-milhões de referências de um-tudo alimentavam elenco e direção na construção do espetáculo. Cada ator/atriz tem sua chance, cada um oferece e recebe, cada um constrói, desconstrói, reconstrói. Às vezes eu ficava no escuro, querendo saber se tinha acertado, errado, qualquer coisa, e elas ali, sugando de mim até o bagaço pra depois devolver reidratado e fresco, com um tempero e um sabor peculiar a cada um: nós, atores, os retalhos. Elas, agulha e linha. E tesoura, se preciso.
O trabalho começou em 2008 com Maridete Daibes, Larissa Latif, Wlad Lima e Karine Jansen a partir de narrativas familiares; um grupo de pesquisadores recolheu cartas de descendentes de libaneses e todo esse material foi decodificado em símbolos. Wlad e Karine são mestras em transformar letras e contos e falas e sentimentos e sensações em símbolos e estes na poesia que preenche o palco. Daí nasceu Brasileiramente, Árabes! a pesquisa e o espetáculo, trazendo a identidade dos descendentes libaneses no Pará, sobretudo em Belém, buscando revelar uma ascendência árabe oculta aos nossos olhos e que faz parte de nossa história individual e coletiva de forma insuspeitada.
O espetáculo de 75 minutos avança em quadros com apresentações genealógicas, relatos pessoais, familiares, históricos, a imigração, os costumes, a culinária, os ditos, a fama de mercadores, a mitologia. Quatro atores descendentes de libaneses nos conduzem nessa viagem quase sinestésica, mas irregular, fruto de diferenças de maturidade cênica – todo ator/atriz tem seu espaço –, seguros pelo conjunto. Parece que aquelas histórias não são deles – de certa forma não! –, mas que precisavam de uma apropriação que tornaria tudo mais crível e emocional. A cenografia e o figurino de Klau Menezes têm a beleza das coisas simples e significantes – ainda que nem tanto para quem assiste –, contida nas cores, étnica e onírica como os personagens de nossos livros infantis. A sonoplastia de Eddie Pereira calcada na tradição árabe dá na gente aquela vontade de sacudir as cadeiras e os ombros (dizque o ECAD apareceu por lá! Essa gente não se manca!) e só peca pela falta comum em nosso teatro que usando música mecânica estanca tudo com um clique seco do pause/stop.
Todos rimos das contas de cabeça feitas para a construção de uma casa, calamos para ouvir as lendas de mercadores e califas, relembramos conflitos sangrentos, saudades. Atrás de mim uma senhora reconhecia sua própria história e comentava, antecipando-se a fala como se conhecesse o roteiro – de alguma forma sim! –; reconhecíamos as lojas e os nomes de família e no ponto de ônibus, muitos minutos depois (muitos mesmo, pois o ônibus demorou pacaraio!) três amigos comparavam os narizes e concluíam: a gente é tudo misturado mesmo!!!
Se Brasileiramente, Árabes! se propõe a revelar (nos), bingo!!!
Cá estamos. Eu desejando tanto ser novamente retalho. Caminhos diversos… Cá estamos, flutuando na fumaça luminosa dos narguilés.
“ASSALAN ALEIKUM”
Brasileiramente, Árabes! é vinculado a pesquisa “Brasileiramente, Árabes! um estudo das práticas performáticas dos descendentes de libaneses na cidade de Belém”.
Equipe de pesquisa: Carlos Vera Cruz, Cleice Maciel, Karla Pessoa, Ives Oliveira, Karine Jansen e Wlad Lima.
As cartas que originaram a dramaturgia estão disponíveis em HTTP://brasileiramentearabe.wordpress.com
SERVIÇO
Brasileiramente, Árabes!
Direção: Karine Jansen e Wlad Lima
Com Natalia Abdul Khalek (Família Abdul Khalek), Dario Jaime (Família Abdon Khalarg), Maridete Daibes (Família Daibes) e Klau Menezes (Família Anaisse).
Teatro Cláudio Barradas (Escola de Teatro e Dança da UFPA. Av. Jerônimo Pimentel, esquina com D. Romualdo de Seixas).
De 31 de março a 11 de abril de 2010, de quarta a domingo, 21 horas.
Ingressos: R$ 20,00 (vinte reais) com meia entrada para quem de direito, incluindo a categoria teatral e descendentes de libaneses, mediante comprovação.
Este projeto tem o patrocínio da Petrobras através da Fundação Nacional de Artes – FUNARTE, Ministério da Cultura.
HUDSON ANDRADE
curiadaarte.blogpost.br
01 de abril de 2010.
10h53
O libanês mais forte que o Marajó já viu: João grande ou Aziz Abdon Khalarg por Everton Jaime
•Abril 8, 2010 • 4 ComentáriosEdinaldo Jaime, recebi de meu irmão Everton Jaime no meu e-mail Brasileiramente, Àrabes!, sou neto de Libanes Aziz Abdon Kharlarg, e me deixou a repassar a fita da minha memória que, quando criança foi para Caixoeira do Arari na Ilha deo Marajó, onde meu avô se radicou e e mudou o nome para João Jaime e passou ao eu filho que foi batizado com o nome João Jaime Filho é o meu pai, que na família passou o nome para seu filho João Jaime Neto .
Hoje tenho quatro filhos Israel Jaime, Lidiana Jaime, Eduarda Jaime. Maria eVitória Jaime minha esposa que seu pai Armed é filho de Libanes Atualmente residindo em Rio Branco/AC, onde conheci familiares de Arabes em Brasileia. e a, Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e em outros municipios por onde passei a trabalho.
Estou duplamente feliz, primeiro pela emoção de rever meu avô, João grande, homem que nos seus ensinamentos deixou frutos maravilhosos, principalmente no sentido de amor e união da familia. saudades que me faz lembrar de quando criança iamos pedir a sua benção, apertava a ponta do dedo indicador e tinhas de dizer “ai Jesus, Maria José,vovô me solte”.
A segunda, por esse profissional dedicado desde cedo a literatura e as letras no sentido geral, se assim posso dizer,primo Dario Jaime que nos honra, participando com seus colegas, da direção desta peça, que para nós, é um documento histórico de resgate das origens e das lembranças dos momentos felizes, que ate hoje, passamos. Muito obrigado Dario Jaime, que Deus te abençõe sempre, de seu primo Everton Jaime e filhos Gabryel Karlage e Maryana Jaime.
Brasileiramente, Árabes! Estréia em Belém.
•Março 28, 2010 • Deixe um Comentário
O espetáculo Brasileiramente, àrabes! Compoe, de forma singular, uma pesquisa sobre as práticas performáticas dos descendentes de libaneses em Belém do Pará. Material primario da pesquisa, em 2008. Maridete Daibes e Larissa Latif, juntamente com Wlad lima e Karine Jansen iniciamos um trabalho cenico que tinha como mote, narrativas familiares. A descendencia libanesa das atrizes suscitou uma inquietação sobre a presença arabe, especificamente libanesa em Belem.
Desta forma, surge a pesquisa e o espetáculo. Montar “Brasileiramente, árabe!” tem sido um exercício diário de percepção e associações de imagens. Ao longo dos encontros, atores e direção exploram objetos cênicos e atribuem a eles simbologias, relacionadas às informações adquiridas ao longo do trabalho de pesquisa Brasileiramente, árabes, um estudo das práticas performáticas dos DESCENDENTES de libaneses na cidade de Belém .
O ponto de partida da encenação foram as cartas enviadas pelos entrevistados ao grupo de pesquisadores e estão disponíveis neste blog da pesquisa. Essas cartas carregam uma multiplicidade de informações, sentimentos e sensações e tornam-se, sobretudo, um rico material para os criadores da cena. Nelas, encontramos referências a imigração das familias árabes que desembarcaram no Brasil, por volta do século XIX e inicio do século XX, por motivações políticas ou economicas, bem como identificamos em relatos algumas ações e tecnicas trazidas pelos libaneses e repassadas aos descendentes, o que chamamos na pesquisa de práticas performaticas. Explorar cenicamente essas cartas, narrativas e contos é trazer para o palco a possibilidade de revelar as relações culturais estabelecidas em Belém e no Pará, que contribuem para a formação da nossa história e, consequentemente, da nossa identidade. “Acreditamos que contribuímos neste projeto, com a memória da cidade e do país ao revelar as camadas culturais de pouca visibilidade social, além de acrescentar um olhar diferente para as culturas árabes e paraense.
Pois, se a cultura árabe está exaustivamente exposta na mídia e relacionada a conflitos políticos, econômicos e religiosos, a cultura paraense muitas vezes, está aprisionada em estereótipos incapazes de indicar a sua complexidade e diversidade, tornando pouco conhecida, até mesmo dos paraenses.” Porque vincular a pesquisa academica a produção de uma cena ? acreditamos que a primeira resposta esteja ligada a identidade dos pesquisadores, que são profissionais de teatro, alguns deles ligados as universidades. Por isso talvez, com isso o objetivo torna-se discutir e revelar -inclusive no palco- as relações culturais estabelecidas na cidade Belém e no Estado do Pará, na construção de sua história, identidades e culturas. Acreditamos que a pesquisa seja capaz de suscitar fatos e memórias, através dos relatos factuais ou ficcionais a trajetória dos imigrantes libaneses e seus descendentes, fatos e historias pouco conhecida e que foram formadoras de aspectos sociais, políticos e econômicos da região. Revelar essas historias, a partir dos sujeitos que a viveram, implica em compreender a riqueza cultural e construir uma memória histórica, politica, social, religiosa e estética da cidade de Belém e do Estado.
Acreditamos que contribuímos neste projeto, com a memória da cidade e do país ao revelar as camadas culturais de pouca visibilidade social, além de acrescentar um olhar diferente para as culturas árabes e paraense. Pois, se a cultura árabe está exaustivamente exposta na mídia e relacionada á conflitos políticos, econômicos e religiosos, a cultura paraense muitas vezes, está aprisionada em estereótipos incapazes de indicar a sua complexidade e diversidade, tornando pouco conhecida, até mesmo dos paraenses Serviço: Brasileiramente, àrabes! No palco atores descendentes de libaneses Dario Jaime (Abdon Khalarg), Natália Abdul (Khalek), Maridete Daibes, Klau Menezes (Anaisse) Fora do palco Direção: Karine Jansen e Wlad Lima Iluminação: Iara Souza Sonoplastia: Eddy Rocca Cenografia e figurino: Klau Menezes (Anaisse) Temporada: Teatro Claudio Barradas 31/03 á 11/04 de 2010 ás 21h Quarta a domingo Este espetáculo foi contemplado com o prêmio Miriam Muniz de Teatro da FUNARTE
Estréia 31 de Março, Brasileiramente, Árabes
•Março 24, 2010 • Deixe um ComentárioO espetáculo Brasileiramente, àrabes! Compoe, de forma singular, uma pesquisa sobre as práticas performáticas dos descendentes de libaneses em Belém do Pará. Material primario da pesquisa, em 2008. Maridete Daibes e Larissa Latif, juntamente com Wlad lima e Karine Jansen iniciamos um trabalho cenico que tinha como mote, narrativas familiares. A descendencia libanesa das atrizes suscitou uma inquietação sobre a presença arabe, especificamente libanesa em Belem. Desta forma, surge a pesquisa e o espetáculo.
Montar “Brasileiramente, árabe!” tem sido um exercício diário de percepção e associações de imagens. Ao longo dos encontros, atores e direção exploram objetos cênicos e atribuem a eles simbologias, relacionadas às informações adquiridas ao longo do trabalho de pesquisa Brasileiramente, árabes, um estudo das práticas performáticas dos DESCENDENTES de libaneses na cidade de Belém . O ponto de partida da encenação foram as cartas enviadas pelos entrevistados ao grupo de pesquisadores e estão disponíveis neste blog da pesquisa.
Essas cartas carregam uma multiplicidade de informações, sentimentos e sensações e tornam-se, sobretudo, um rico material para os criadores da cena. Nelas, encontramos referências a imigração das familias árabes que desembarcaram no Brasil, por volta do século XIX e inicio do século XX, por motivações políticas ou economicas, bem como identificamos em relatos algumas ações e tecnicas trazidas pelos libaneses e repassadas aos descendentes, o que chamamos na pesquisa de práticas performaticas. Explorar cenicamente essas cartas, narrativas e contos é trazer para o palco a possibilidade de revelar as relações culturais estabelecidas em Belém e no Pará, que contribuem para a formação da nossa história e, consequentemente, da nossa identidade. “Acreditamos que contribuímos neste projeto, com a memória da cidade e do país ao revelar as camadas culturais de pouca visibilidade social, além de acrescentar um olhar diferente para as culturas árabes e paraense. Pois, se a cultura árabe está exaustivamente exposta na mídia e relacionada a conflitos políticos, econômicos e religiosos, a cultura paraense muitas vezes, está aprisionada em estereótipos incapazes de indicar a sua complexidade e diversidade, tornando pouco conhecida, até mesmo dos paraenses.”
Porque vincular a pesquisa academica a produção de uma cena ? acreditamos que a primeira resposta esteja ligada a identidade dos pesquisadores, que são profissionais de teatro, alguns deles ligados as universidades. Por isso talvez, com isso o objetivo torna-se discutir e revelar -inclusive no palco- as relações culturais estabelecidas na cidade Belém e no Estado do Pará, na construção de sua história, identidades e culturas. Acreditamos que a pesquisa seja capaz de suscitar fatos e memórias, através dos relatos factuais ou ficcionais a trajetória dos imigrantes libaneses e seus descendentes, fatos e historias pouco conhecida e que foram formadoras de aspectos sociais, políticos e econômicos da região. Revelar essas historias, a partir dos sujeitos que a viveram, implica em compreender a riqueza cultural e construir uma memória histórica, politica, social, religiosa e estética da cidade de Belém e do Estado. Acreditamos que contribuímos neste projeto, com a memória da cidade e do país ao revelar as camadas culturais de pouca visibilidade social, além de acrescentar um olhar diferente para as culturas árabes e paraense. Pois, se a cultura árabe está exaustivamente exposta na mídia e relacionada á conflitos políticos, econômicos e religiosos, a cultura paraense muitas vezes, está aprisionada em estereótipos incapazes de indicar a sua complexidade e diversidade, tornando pouco conhecida, até mesmo dos paraenses
Serviço:
Brasileiramente, àrabes!
No palco atores descendentes de libaneses
Dario Jaime (Abdon Khalarg), Natália Abdul (Khalek), Maridete Daibes, Klau Menezes (Anaisse)
Fora do palco
Direção: Karine Jansen e Wlad Lima
Iluminação: Iara Souza
Sonoplastia: Eddy Rocca
Cenografia e figurino: Klau Menezes (Anaisse)
Temporada:
Teatro Claudio Barradas
31/03 á 11/04 de 2010 ás 21h
Quarta a domingo
Este espetáculo foi contemplado com o prêmio Miriam Muniz de Teatro da FUNARTE








![Cartaz 01[1]2](http://brasileiramentearabe.files.wordpress.com/2010/03/cartaz-0112.jpg?w=497&h=351)





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