Cartas e Memórias dos Libaneses no Pará

cartas da memória

cartas da memória

parte do texto  OS LIBANESES NO BRASIL
DE Amir Ibrahim Karaan 

 “… um analfabeto vai para a América e no curso de seis meses manda um cheque de US$ 300 dólares, mais do que o salário de um professor ou de um pastor em dois anos de trabalho. Como um fermento possante, a imigração agita todas as aldeias e povoados. Todo mundo está movimento e ninguém parece disposto a ficar desde que possa, de um jeito ou de outro, ou de outro, arranjar dinheiro o suficiente para pagar a viagem”. 20 

            Como podemos constatar, a importância dessas correspondências para os que permaneceram no Líbano. 

“… o dinheiro enviado das remessas fez com que o correio se tornasse a instituição mais importante nas  aldeias.  

. Cartas comuns significavam notícias, cartas registradas, as mais festejadas, notícias e dinheiro.”21 

            Ou ainda conforme Farhah 22 afirma: “… as cartas, às vezes, chegavam somente uma vez por semana, o correio era aguardado por todos e a distribuição das correspondências realizadas em lugar público. Carta de um virava cartas de todos: para muitos as cartas chegadas substituem as cartas esperadas, que não vieram.”

            O que nos mostra que, o relato de sucesso financeiro, tornava-se assim um apelo direto à imigração. “… em 1907, contatou-se que, em Beirute e Damasco, havia cinco vezes mais construções edificadas que nos anos anteriores, graças às remessa dos imigrados. “23 . “A correspondência contínua vai criando mitos e lendas, mas viver a realidade é mais doloroso que buscar o sonho…” 24

 

 

Esta pesquisa tomou como procedimento a coleta das histórias das familias, atraves de cartas, caso voce estaja interessado em participar, vc pode enviar a história de sua familia descendente de libaneses para o email karinejansen@hotmail.com ou posta-lo no comentário. toda contribuição será muito bem vinda!!

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~ por Karine Jansen em Setembro 11, 2009.

Uma resposta to “Cartas e Memórias dos Libaneses no Pará”

  1. Na realidade não é uma resposta. Estou a fazer um pedido de ajuda. Meu avô – Gabriel Buchalle ( ou Abelém mais ou menos isso ) – de zahlé – Líbano veio para o Brasil no início dos anos 1893. Nada sabemos de sua origem. Seguem alguns dados: Chegou em Belém, casou com a SRa. Tereza Rodrigues (Buchalle) Bitar – da família Bitar (esta família ainda está em Belém). Ficou viúvo e casou com minha avó. Somente com isto – infelizmente – preciso muito achar sua familia no Líbano pois quero conhecê-los. Ajudem-me !

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