Memórias e matriarcas libanesas.

“As histórias contadas e recontadas, por mulheres ligadas a cultura libanesa, estão impregnadas nas lojas do centro comercial de belém, nas ruas da cidade velha, e em muitos outros lugares, pequenos vilarejos dos arredores da capital belemense, a exemplo de uma cidadezinha chamada São Domingos do Capim. É tembém de lá que vem minha família… Avós Maternos: João Yagupe Daibes e Benedita Leon Yara, ambos filhos de libaneses; Yagupe Daibes Hamouch e Salomão Leon Yara (Iara), estes vieram para Belém em situação de tanta semelhança, em busca de trabalho, expansão dos negócios e empurrados pelos conflitos que  se instalaram no Líbano.  Cada um seguiu seu caminho… Meu bisavô Hamouch voltou a terra natal para buscar uma mulher libanesa e casar, Sofia Gantus e assim o fez, já Leon casou com uma moça nativa, Esmeralda Ferreira ” quebrando” os costumes da tradição matrimonial do povo libanês.

casamento de uma mulher descendente de libanes com caboclo de Cametá

casamento de uma mulher descendente de libanes com caboclo de Cametá

Meus avós se encontraram naquela cidadezinha; duas familias de origens bem proximas, mesmo que uma já não fosse tão legitimamente árabe, deu-se a união, oito filhos de barriga e quatro de criação, mulheres e homens entrelaçados por costumes e culturais do oriente e do ocidente, na beira do rio capim, com barcos , armazéns e tantos outros afazeres. o sentimento indissolúvel de minha avó Bené de bem casar suas filhas, sustentar a familia com mãos de ferro e véu. histórias que povoam minhas memória de infância…  São muitas histórias de familias perseverantes (re)erguidas e “sustentadas” por mulheres que hoje percebo como grandes matriarcas, pilares de sustentação de uma construção com fissuras”

                                                  Depoimento de Maridete Daibes,  hoje mãe da Sofia!

~ por Karine Jansen em Agosto 10, 2009.

2 Respostas to “Memórias e matriarcas libanesas.”

  1. Oi Maridete,
    eu estava procurando a história da minha família no google e encontrei seu texto.
    Gostaria, que se você pudesse, me ajudasse a encontrar o elo que se perdeu em nossa família, pois meu tataravô veio do Líbano e desembarcou com mais alguns irmãos em Belém. O meu bisavô veio morar no Rio e nunca mais teve contato com os irmãos, perdendo o elo e a história da família.
    Ficaria muito agradecida, se você pudesse contribuir para o reencontro de parte dessa história.
    Desde já agradecida!
    Eu te adicionei no orkut, se puder aceitar, agradeço mais uma vez!

  2. Oi Maridete, acho que somos da mesma família. Se possível gostaria de ajuda para mais informação dos meus avos: Girgi Amim Daibes e Set EL Kol Mitre Daibes. Eles sairam de Chourit por volta de 1900. Chegando no Rio de Janeiro foram para o interior onde já estavam Abud Daibes e Tuff daibes. Meus avos morreram novos, não sabemos muito da nossa história, se puder ajudar agradeceria

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