FELIX ROCQUE? MEU PAI LIBANES!….. por Dulce Rocque

rua Félix Rocque. antiga travessa da Vigia

rua Félix Rocque. antiga travessa da Vigia

 

 

FELIX ROCQUE?

Mas quem foi ele? É a pergunta que se fazem, não somente taxistas, mas também muitos belemenses ao passarem pela ex travessa da Vigia, na Cidade Velha.

Pensando bem, é verdade: quem tem menos de 60 anos não pode lembrar a “Quadra Nazarena” dos idos anos 40 e 50. do século passado.

 

Felix Rocque “… Com seu arrojo, sacudiu a cidade, transformou a Festa de Nazaré, modelando-a a seu estilo. Fora da festa, em seu Palace Casino (no extinto Grande Hotel) centralizou a vida social de Belém, apresentando shows que nada ficavam a dever aos centros mais evoluídos.” “… Para exibir Beatriz Costa, Felix construiu, em 6 dias, o Teatro Coliseu, para 2.000 pessoas.” “ … Trouxe também Orlando Silva, o “cantor das multidões”… o Augusto Calheiros… a mais popular dupla de cômicos do Brasil, Jararaca e Ratinho;  outro cômico de renome, o Jorge Mudar, que se celebrizara com suas imitações de libanês .”

 

Ao longo dos anos, montou os teatros Coliseu, Poeira, Iracema, Odeon, Moderno e Variedades,  onde se apresentaram também: Vicente Celestino, Gilda de Abreu, Moreira da Silva, João de Barros, Carlos Galhardo, Aurora Miranda, Osni Silva, Emilinha Borba, Elvira Pagã, Derci Gonçalves, Eby Camargo, Irmãos Chiozzo, Salomé Parisio, Osny Silva, Raito de Sol, Ângela Maria, Rosita Gonzáles e tantos outros nomes hoje totalmente esquecidos, como ele.

 

 “… a partir de 1940 centralizou, em torno de sua pessoa, da empresa que criara, toda a quadra festiva. E, durante 17 anos, trouxe a Belém os maiores ídolos do rádio brasileiros. Foi o período áureo da grande Festa: no lugar dos pequenos teatros de variedades, as mais famosas companhias teatrais. A cidade vibrava a cada aproximação do Círio e aguardava, com invulgar expectativa, os teatros que Felix Rocque montaria no arraial. Coisa que a nova geração nunca sentiu, nem poderia sentir, pois com a morte de Felix, a 8 de agosto de 1958, morreram os teatros nazarenos”  “O paraense deixou de fazer roupa nova para ir a Nazaré.”  (Historia do Círio e da Festa de Nazaré de Carlos Rocque).

 

Se ele estivesse vivo, completaria 100 anos no próximo dia 15 de agosto.

 

outras informações

Amaral, Rita. Festa à Brasileira: sentidos do festejar no país que “não é sério”. Disponível em publicação eletronica na Internet, via WWW. URL: http://www.aguaforte.com/antropologia/festaabrasileira/festa.html
Capturado em (coloque a data em que vc imprimiu o texto ou salvou a página. Exemplo: 23/01/2001).

~ por Karine Jansen em Outubro 10, 2009.

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