Histórias para dormir e histórias para ficar acordada…. uma visita para Mariza Mokarzel!

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Mariza é uma mulher forte e doce, respeitadíssima pelo trabalho de critica e pesquisa desenvolvido em artes visuais, nossa aproximação se dá, neste momento, de forma diferente. Afinal, o que iremos encontrar é uma Mariza pouco conhecida de nós, a descendente de libaneses. Mariza nos fala da avó, da casa e loja “A Rainha da moda” no bairro do reduto. Seus olhos trazem um brilho especial… Maridete compartilha com Mariza a amorosidade da família, o “viver agarrado” com os entes queridos… Larissa compartilha as lembranças da força, e da sensualidade das mulheres libanesas. Ficamos eu, Wlad e Edith “de fora”, a conversa é entre libaneses! Mariza afirma: “de minhas memórias libanesas, a lembrança que tenho mais forte é da minha avó contando histórias… eu adorava! Tinha histórias para dormir e histórias para ficar acordada. As de dormir todo mundo conhece, lembro da pouca luz… e as de ficar acordada era quando viajávamos de carro, e ela ia nos chamando a atenção para o ambiente…” Contar histórias é um traço forte da cultura árabe, entretanto, entre os Mokarzel parece um dom divino. Em Raízes libanesas no Pará o Sr, Zaidan descreve a família Mokarzel: “rica em escritores e jornalistas, fundaram a primeira revista árabe em Nova York”.

 Mariza não foge a regra ganhou um prêmio nacional da Nestlé com um livro de literatura infantil. Seus olhos enchem-se de brilho quando perguntamos se aprendeu a contar histórias com sua avó…

Mariza afirma: “eu nunca fui muito de raízes, sempre gostei de viajar, aventurar!’Penso, e rio comigo mesmo lembrando uma frase “libanês é tudo aventureiro!” e como isso é uma características e um orgulho emigrar para conquistar bens e experiências! Mariza nos revela sua estratégia de imigração “a primeira” anos setenta, Mariza e, na época, seu futuro marido, queriam viajar para o sul do país em busca de uma melhor qualificação nos estudos.

“ vendi as minhas jóias e viajei para casar”. Descobri mais tarde, entre os depoimentos e artigos de Julieta Pedrosa que as jóias é uma forma de capitalizar as mulheres libanesas e suas descendentes. De certa forma, é cuidar de seu futuro, deixar uma garantia para o futuro, no caso de morte do marido. Nasceu entre árabes beduínos, os viajantes… pois era fácil carregar consigo as pedras. Contudo, ainda hoje, jóias é um gasto comum entre consumidores libaneses. Observemos esses esses dados:” Os consumidores de Beirute gastam moderadamente em jóias: 37% dos entrevistados gastam mais de US$ 301 por mês e, normalmente, compram jóias uma vez a cada seis meses, com exceção de folhados a ouro e jóias de prata com pedras preciosas, que são comprados cerca de uma vez por mês.

Para Mariza Mokarzel, estretanto isso  é coisa de família “papai adorava nos dar jóias!, e o mais interessante que ele desenhava as jóias, mandava fazer para nos presentear!. Minha mãe  e minha avó tinham jóias lindas !! e foi com estas jóisa que Mariza, como boa aventureira, executou sua primeira emigração!

 

Karine Jansen

Novembro de 2008

~ por Karine Jansen em Outubro 10, 2009.

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