Brasileiramente, Árabes! Estréia em Belém.

O espetáculo Brasileiramente, àrabes! Compoe, de forma singular, uma pesquisa sobre as práticas performáticas dos descendentes de libaneses em Belém do Pará. Material primario da pesquisa, em 2008. Maridete Daibes e Larissa Latif, juntamente com Wlad lima e Karine Jansen iniciamos um trabalho cenico que tinha como mote, narrativas familiares. A descendencia libanesa das atrizes suscitou uma inquietação sobre a presença arabe, especificamente libanesa em Belem.

Desta forma, surge a pesquisa e o espetáculo. Montar “Brasileiramente, árabe!” tem sido um exercício diário de percepção e associações de imagens. Ao longo dos encontros, atores e direção exploram objetos cênicos e atribuem a eles simbologias, relacionadas às informações adquiridas ao longo do trabalho de pesquisa Brasileiramente, árabes, um estudo das práticas performáticas dos DESCENDENTES de libaneses na cidade de Belém .

 O ponto de partida da encenação foram as cartas enviadas pelos entrevistados ao grupo de pesquisadores e estão disponíveis neste blog da pesquisa. Essas cartas carregam uma multiplicidade de informações, sentimentos e sensações e tornam-se, sobretudo, um rico material para os criadores da cena. Nelas, encontramos referências a imigração das familias árabes que desembarcaram no Brasil, por volta do século XIX e inicio do século XX, por motivações políticas ou economicas, bem como identificamos em relatos algumas ações e tecnicas trazidas pelos libaneses e repassadas aos descendentes, o que chamamos na pesquisa de práticas performaticas. Explorar cenicamente essas cartas, narrativas e contos é trazer para o palco a possibilidade de revelar as relações culturais estabelecidas em Belém e no Pará, que contribuem para a formação da nossa história e, consequentemente, da nossa identidade. “Acreditamos que contribuímos neste projeto, com a memória da cidade e do país ao revelar as camadas culturais de pouca visibilidade social, além de acrescentar um olhar diferente para as culturas árabes e paraense.

Pois, se a cultura árabe está exaustivamente exposta na mídia e relacionada a conflitos políticos, econômicos e religiosos, a cultura paraense muitas vezes, está aprisionada em estereótipos incapazes de indicar a sua complexidade e diversidade, tornando pouco conhecida, até mesmo dos paraenses.” Porque vincular a pesquisa academica a produção de uma cena ? acreditamos que a primeira resposta esteja ligada a identidade dos pesquisadores, que são profissionais de teatro, alguns deles ligados as universidades. Por isso talvez, com isso o objetivo torna-se discutir e revelar -inclusive no palco- as relações culturais estabelecidas na cidade Belém e no Estado do Pará, na construção de sua história, identidades e culturas. Acreditamos que a pesquisa seja capaz de suscitar fatos e memórias, através dos relatos factuais ou ficcionais a trajetória dos imigrantes libaneses e seus descendentes, fatos e historias pouco conhecida e que foram formadoras de aspectos sociais, políticos e econômicos da região. Revelar essas historias, a partir dos sujeitos que a viveram, implica em compreender a riqueza cultural e construir uma memória histórica, politica, social, religiosa e estética da cidade de Belém e do Estado.

Acreditamos que contribuímos neste projeto, com a memória da cidade e do país ao revelar as camadas culturais de pouca visibilidade social, além de acrescentar um olhar diferente para as culturas árabes e paraense. Pois, se a cultura árabe está exaustivamente exposta na mídia e relacionada á conflitos políticos, econômicos e religiosos, a cultura paraense muitas vezes, está aprisionada em estereótipos incapazes de indicar a sua complexidade e diversidade, tornando pouco conhecida, até mesmo dos paraenses Serviço: Brasileiramente, àrabes! No palco atores descendentes de libaneses Dario Jaime (Abdon Khalarg), Natália Abdul (Khalek), Maridete Daibes, Klau Menezes (Anaisse) Fora do palco Direção: Karine Jansen e Wlad Lima Iluminação: Iara Souza Sonoplastia: Eddy Rocca Cenografia e figurino: Klau Menezes (Anaisse) Temporada: Teatro Claudio Barradas 31/03 á 11/04 de 2010 ás 21h Quarta a domingo Este espetáculo foi contemplado com o prêmio Miriam Muniz de Teatro da FUNARTE

~ por Karine Jansen em Março 28, 2010.

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