A pesquisa e o grupo de pesquisadores


 

 

pesquisadoras

O grupo de pesquisa PACA – Pesquisadores em Artes Cênicas da Amazônia propõe o projeto  Brasileiramente, Árabe por sua vivência cotidiana numa dimensão estética amazônica hibridizada pelos comportamentos e manifestações culturais oriundos de diferentes povos – especificamente nesse projeto, o povo Árabe – construtores da esfera imaginária da cidade de Belém do Pará. Este desejo foi alimentado pela observação e registro de relatos, sobre a atuação libanesa na Amazônia, a sua influência no comércio local – seja em pequenos comércios familiares ou nos tradicionalmente nomeados de “barcos de regatão” – na arquitetura, língua, costumes, culinária etc.

 A cidade de Belém possui hoje cerca de 25.000 descendentes de libaneses, a estimativa foi projetada pelo pesquisador Sr. Zaidan que esclarece ainda que o número possa ser maior, visto que muitos descendentes tiveram seus nomes árabes excluídos por vontade própria, por questões com a imigração, ou mesmo por erro de grafia nos cartórios.

A imigração árabe no Brasil, e conseqüentemente no Pará aconteceu de forma distinta das imigrações japonesas e européias que resultaram de uma política governamental de cunho econômico. Os imigrantes árabes especialmente, libaneses desembarcam no Brasil, por volta do século 19 e inicio do século 20, trazidos por motivação política, fugindo a princípio da invasão turca, em seguida da invasão francesa e inglesa. Os imigrantes do Líbano e da Assíria, ao chegarem no Brasil fugindo da invasão turca, tinham seu passaporte carimbado como Turco, pela imigração. Afinal, legalmente os referidos Estados  eram parte do Império Otomano. Este fato gerou um provérbio muito popular no Brasil: “Turco pobre, Sírio remediado e Libanês Rico”. Para os brasileiros, todo árabe é turco, o que deixava os imigrantes irritados. O termo “fé em Deus e pé na tábua” dito pelos imigrantes ao saírem do navio, traduz a vontade e a crença no Brasil como lugar de reconstrução de uma nova vida, em busca da “nova Andaluzia”[1]. Com esta IMAGEM-CRENÇA, este povo participou da construção da Amazônia.

 

 


[1] Referindo-se a cidade espanhola. Refere-se à terra de esperanças.


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